Contos - E Foi Assim! (3)

Quando acordei, meu tio tava tão contente que abraçou um por um. Que tempos não via ele assim! Fui cuidar das galinhas e patos, quando avistei ela chegando. Marcela veio ver a paciente, estava tão sorridente, alegre, como era linda. Ela me perguntou, "quer vir me ajudar senhorita? preciso de uma enfermeira!". Eu logo aceitei e fui com ela, ela pediu que ajudasse segurando a pata do animal. Rapidamente demos conta do serviço. Quando acabamos, e estáva-mos guardando as coisas, nossas mãos se tocaram, senti algo tão forte dentro de mim, que mal sei explicar. Ela me olhou tão profundamente e acariciou meu rosto dizendo: "obrigada enfermeira linda, breve te recrutarei de novo!". Meu coração a essa altura estava a mil por hora, acho que ela percebeu que eu fiquei nervosa. 
Ela não quis ficar pro almoço, tinha que ir  ao banco, e o único era um pouco distante! E o pessoal do sitio havia saido. Ela mais uma vez me perguntou se eu podia ajudá-la, me chamou pra ir com ela, porque não conhecia o caminho. Eu disse que não sabia dirigir, ela riu, e disse: "mas não vamos de carro, vamos a cavalo", eu disse que não cavalgava tão bem como ela, ela mais uma vez riu e disse: "mas vamos com um cavalo, o meu". Ela insistiu e eu acabei aceitando. 
Minha tia queria que eu fosse, em retribuição aos serviços prestados! Eu fui. Ela pôs minhas mãos em volta de sua cintura e disse: "aperte os cintos" rsrs. E ela conduzia o cavalo rápido, eu estava morrendo de medo, me segurava firme ao seu corpo, o vento tocava nossa face, ela parou, pediu que  eu descesse, até me assustei, mas ela tava com sede rs, pegou água, me ofereceu, e sentou-se numa pedra, e me chamou, "vamos descansar um pouco, qual sua idade?" Eu respondi que tinha 19, ai conversamos um pouco e retomamos o caminho. Fomos ao banco, ela depois me convidou pro almoço, tinha uma pensão bem ao lado do banco, lugar tão aconchegante, e pegamos o caminho de volta. Então perguntei a ela se queria conhecer um lugar que eu achava muito especial, ela aceitou, fomos...

Continua.............


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Contos - E Foi Assim! (2)


Por: Drica Colorida


Maurício voltou, estáva-mos ansiosos, ele voltou sozinho, perguntamos: "conseguiu falar com a moça?", ele respondeu, "sim graças a Deus, ela vem vindo!", olhamos, e ela vinha cavalgando, num cavalo preto, que moça bonita, seus cabelos voavam, usava uma roupa tão bonita, botas, parecia um filme de velho oeste rs. Ela se aproximou, desceu do cavalo, se apresentou, "Olá sou Marcela!, onde está a paciente?", meu tio ficou muito contente, que a moça se dispos tão rápido!
Eu olhei pra ela, parecia algo hipnótico a sua beleza. Ela imobilizou a pata da vaca, deu remédio. Meu tio foi o enfermeiro, ficou muito agradecido, e ela nada cobrou pelo serviço. Meu tio insistiu em pagar, mas ela não aceitou, alegou estar de férias, e que fazia o que mais gostava, cuidar de animais. A partir dali surgia uma bela amizade. Na hora de se despedir, ela olhou pra mim, e disse "como você é bonita!" , eu fiquei vermelha, jamais tinha tido um elogio tão direto de uma mulher! Havia na época de escola beijado uma amiga, mas foi só. Me arrepiei com aquele olhar que ela lançou a mim. 
Ela se foi, já tava tarde. Fomos dormir! Na manhã seguinte, acordamos cedo como de costume, quando....


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Contos - E Foi Assim!

Por: Drica Colorida

Era mais uma tarde ensolarada, e eu ali, na beira do rio, jogando pedrinhas na água, pensando na vida, sem ter o que fazer. Pensava comigo mesma: "Que monotomia!". Estavam assim os meus dias, de manhã ajudando minha tia nos afazeres da casa, cuidando dos bichos da fazenda, e a tardinha ali, olhando o rio. Perdi meus pais, com 17 anos, e tive que morar com minha tia, no interior. Eu morava na cidade grande, já tinha concluido o segundo grau. Mas por não ter mais ninguém, era a única opção morar ali. Já estava com 19 anos, e os dias sempre os mesmos, quando saia, era pra fazer compras, na cidadezinha mais próxima. Às vezes íamos na caminhonete, modelo rural, muito antiga, às vezes íamos de carroça. Como era diferente! Eu acostumada ao agito da cidade, escola, amigos, festas, e de repente assim!
Tia Lúcia era um amor de pessoa, me tratava bem, do jeito dela, mas não era de muita conversa, vivia pro trabalho doméstico, tio Romeu, era um homem rude, de poucas palavras. Meus primos, João e Maurício,  quando não tavam na roça, tavam atrás das gurias das fazendas vizinhas. 
Às vezes eu conversava com Lourdes, ela morava num sítio perto, quando ela ia buscar queijos, ficava um pouco batendo papo comigo. Lourdes tinha 22 anos, e estava noiva de um rapaz, que só vinha vê-la de 15 em 15 dias.
Certa tarde, sai da beira do rio, e fui pra casa. Chegando lá, meu tio tava tão triste, uma vaca havia quebrado a pata, e estava sofrendo muito, ele não queria sacrificá-la, amava muito aquela vaca. Ai dei uma idéia: "Tio chama um veterinário", ele respondeu "como Júlia? aqui perto tudo é tão dificil". Foi ai que lembrei, que Loudes havia dito, que uma prima dela tava passando uns dias no sítio, e era veterinária! Rapidamente, pedimos Maurício pra ir lá no sítio!... 

Continua....................


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Há palavras que nos beijam

Por: Alexandre O'Neill

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.







 






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Será que vale a pena?

Por: Drica Colorida

Pare um instante
pense um momento
pense que os sonhos
andam com os sentimentos
É tão bom poder amar
poder sorrir
ouvir o som dos pássaros
adormecer em teus braços.
Será que vale a pena?
Fugir do verdadeiro amor?
Deixa o medo de lado
Sonhe e faça realizar.
Andar juntinhas,
de mãos dadas.
Tomar sorvete na praça!
Comer cachorro quente
se sujar e derrepente
Um beijo sem pensar!
Se arrumar, chegar bem cedo
levar ela pra passear.
Rolar na grama
Correr na praia
Surpreender com rosas
ou um lindo jantar!
Pare pense
tudo passa
e quando passa
não há mais como voltar,
Será que vale a pena?
Deixar de amar?


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